Remetendo a análise do Cabralismo para outro post, há um episódio que não puderia deixar de analisar: o escândalo do "affidavit".
17 de setembro de 1849, o Morning Post (que em 1937 foi comprado pelo The Daily Telegraph) publica uma noticia em que a Rainha D.Maria II e Costa Cabral seriam amantes e por isso a Rainha tinha-o nomeado primeiro ministro.
Apenas a 12 de Janeiro de 1850 esta notícia é expandida em Portugal, por acção de Costa Cabral, que aceita discutir este assunto em público, quando processa o jornal em Inglaterra.
Através de um affidavit (uma depoimento escrito) Costa Cabral nega estas acusações: "... distinta e positivamente nega que fora nomeado ministro por causa de quaisquer sentimentos imorais por parte da rainha de Portugal ou dele próprio; e que jamais da parte de Sua Majestade ou dele houve relações imorais ou impróprias."
O que levou ao seu declínio, foi ter discutido este assunto em público, recorrendo no erro de se ter deslocado aos tribunais ingleses para desmentir esta noticia, desta forma, discutindo a honra da Rainha num tribunal estrangeiro. Como era de esperar, a reacção da oposição em Portugal foi devastadora e este episódio nunca caiu no esquecimento enquanto Costa Cabral foi primeiro-ministro.
Penso que é muito difícil alguém afirmar se foram amantes ou não, mas parece já não ser assim tão difícil acusar a "agência" miguelista em Inglaterra, de ter dado esta informação que talvez nnunca tenha passado de um boato.
17 de setembro de 1849, o Morning Post (que em 1937 foi comprado pelo The Daily Telegraph) publica uma noticia em que a Rainha D.Maria II e Costa Cabral seriam amantes e por isso a Rainha tinha-o nomeado primeiro ministro.
Apenas a 12 de Janeiro de 1850 esta notícia é expandida em Portugal, por acção de Costa Cabral, que aceita discutir este assunto em público, quando processa o jornal em Inglaterra.
Através de um affidavit (uma depoimento escrito) Costa Cabral nega estas acusações: "... distinta e positivamente nega que fora nomeado ministro por causa de quaisquer sentimentos imorais por parte da rainha de Portugal ou dele próprio; e que jamais da parte de Sua Majestade ou dele houve relações imorais ou impróprias."
O que levou ao seu declínio, foi ter discutido este assunto em público, recorrendo no erro de se ter deslocado aos tribunais ingleses para desmentir esta noticia, desta forma, discutindo a honra da Rainha num tribunal estrangeiro. Como era de esperar, a reacção da oposição em Portugal foi devastadora e este episódio nunca caiu no esquecimento enquanto Costa Cabral foi primeiro-ministro.
Penso que é muito difícil alguém afirmar se foram amantes ou não, mas parece já não ser assim tão difícil acusar a "agência" miguelista em Inglaterra, de ter dado esta informação que talvez nnunca tenha passado de um boato.
A pergunta que se impõe é saber se José Sócrates também tem de ir a Inglaterra para clarificar o caso "Freeport" ou se, mais uma vez, um caso vindo da Inglaterra vai ser o causador do declínio de mais um primeiro-ministro português?
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