35 anos depois do 25 de Abril que ficou?
Fica a certeza e a confirmação de Ortega y Gasset quando afirmou que "todas as revoluções são pós-revolucionárias".
Apenas no aspecto prático da Revolução é que nos lembramos do Capitão Salgueiro Maia, da música de Zeca Afonso e só neste dia é que Otelo Saraiva de Carvalho aparece na TV.
No aspecto teório/político ficamos com Mário Soares, Cavaco Silva, Sampaio, Guterres, José Socrates, Durão e Santana.
Já não ligamos ao verdadeiro significado da Revolução, já não nos interessa saber o porquê daqueles homens fazerem a Revolução, já ninguém quer saber dos ideais da Revolução, pois o que fica são as actuações dos Presidentes e dos Primeiro-Ministros pós-Revolução.
Diria que antes do 25 Abril as "regras" do "jogo" eram injustas, mas todos sabíamos quais eram e eram iguais para todos. Hoje, 35 anos após a Revolução, apela-se a palavras como democracia e liberdade, dando a ideia que as "regras" são justas e iguais para todos, mas já chegamos à conclusão que não o são.
Desemprego, crise, corrupção, enriquecimento ilícito, crimes económicos, troca de favores, "cunhas", Freeports, e mais um sem número de factores que a sociedade portuguesa tem de conviver, mesmo com "liberdade" e "democracia".
Voltando à Revolução, aqueles homens perceberam que era possível fazer uma Revolução, pois o Poder estava concentrado numa figura. Hoje, quando ouvimos dizer que era preciso outro 25 de Abril, isso não é possível fazer, porque não podemos pôr o Poder dentro de uma chaimite e extraditá-lo para o Brasil.
O acontecimento mais extraordinário de falar no 25 de Abril, é na minha opinião, o que se passou no Largo do Carmo. Quando Salgueiro Maia entra no escritório de Marcello Caetano fazendo a continência e exigindo a rendição formal e imediata.
Marcello Caetano, que foi uma das figuras mais inteligentes da História de Portugal (foi o fundador do Direito Administrativo Português, influenciou o modo de pensar a Administração Pública e a Ciência Política em Portugal, entre outros), responde que para o "poder não cair na rua" já se tinha rendido ao General Spínola.
De uma forma consensual, ouvimos as pessoas mais idosas a falar de Marcello Caetano com uma consideração que não têm quando falam de Salazar.
Fica a certeza e a confirmação de Ortega y Gasset quando afirmou que "todas as revoluções são pós-revolucionárias".
Apenas no aspecto prático da Revolução é que nos lembramos do Capitão Salgueiro Maia, da música de Zeca Afonso e só neste dia é que Otelo Saraiva de Carvalho aparece na TV.
No aspecto teório/político ficamos com Mário Soares, Cavaco Silva, Sampaio, Guterres, José Socrates, Durão e Santana.
Já não ligamos ao verdadeiro significado da Revolução, já não nos interessa saber o porquê daqueles homens fazerem a Revolução, já ninguém quer saber dos ideais da Revolução, pois o que fica são as actuações dos Presidentes e dos Primeiro-Ministros pós-Revolução.
Diria que antes do 25 Abril as "regras" do "jogo" eram injustas, mas todos sabíamos quais eram e eram iguais para todos. Hoje, 35 anos após a Revolução, apela-se a palavras como democracia e liberdade, dando a ideia que as "regras" são justas e iguais para todos, mas já chegamos à conclusão que não o são.
Desemprego, crise, corrupção, enriquecimento ilícito, crimes económicos, troca de favores, "cunhas", Freeports, e mais um sem número de factores que a sociedade portuguesa tem de conviver, mesmo com "liberdade" e "democracia".
Voltando à Revolução, aqueles homens perceberam que era possível fazer uma Revolução, pois o Poder estava concentrado numa figura. Hoje, quando ouvimos dizer que era preciso outro 25 de Abril, isso não é possível fazer, porque não podemos pôr o Poder dentro de uma chaimite e extraditá-lo para o Brasil.
O acontecimento mais extraordinário de falar no 25 de Abril, é na minha opinião, o que se passou no Largo do Carmo. Quando Salgueiro Maia entra no escritório de Marcello Caetano fazendo a continência e exigindo a rendição formal e imediata.
Marcello Caetano, que foi uma das figuras mais inteligentes da História de Portugal (foi o fundador do Direito Administrativo Português, influenciou o modo de pensar a Administração Pública e a Ciência Política em Portugal, entre outros), responde que para o "poder não cair na rua" já se tinha rendido ao General Spínola.
De uma forma consensual, ouvimos as pessoas mais idosas a falar de Marcello Caetano com uma consideração que não têm quando falam de Salazar.
Na História já ficou a coragem e determinação daqueles homens que fizeram a revolução, daqui a mais 35 anos é que vamos perceber o que ficou no pós-Revolução, e quantos mais discursos vamos ouvir a recordar o 25 de Abril, apenas em teóricos, sem qualquer sentido prático.
Quanto tempo mais faltará para que o 25 de Abril chegue a todos os sectores da nossa sociedade?
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